• " O AMOR É UMA FORÇA POSITIVA." QUE O MAL NÃO PEDE SUPERA.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

FAMÍLIA DESTRUIDA PELAS DROGAS

Inúmeras famílias são destruídas por conta das drogas. Neste exato momento, enquanto você lê esta postagem, uma família está perdendo algum filho, irmão, amigo para o mundo negro das drogas.
Todos sabem o quanto estes vícios acabam, não somente com o usuário, mas , principalmente com sua família.

Quando uma mãe chega ao extremo de tirar a vida de seu único filho [usuário de drogas].
Uma família de classe média alta sofreu com a perda de um filho usuário de drogas.
 Tobias Lee Manfred Hahn, de 24 anos, foi morto com 2 tiros pela mãe, Flávia Costa Hahn, de 60 anos.
 FAVIA  diz que seu filho estava sob efeito da droga e tentou matá-la. Ela vai responder o processo em liberdade. Alegou legítima defesa. TOBIAS já estava respondendo à processos por assaltos, furto e porte de drogas, além de lesão corporal.

Este é mais um exemplo dentre vários que não tenho acesso. Mais um exemplo de uma família sendo destruida por conta das drogas. Este submundo quebra todos os laços familiares, fazendo com que Pais e filhos não se reconheçam mais. Levando-os, literalmente, ao fundo do poço.

Até quando ?
  • Até quando teremos uma sociedade quebrada por conta deste mercado negro?
  • Até quando teremos filhos ou pais matando uns aos outros por conta das drogas?
  • Até quando ficaremos presos em nossas casas com medo de traficantes?
  • Até quando perderemos nossos filhos para estes traficantes?

Até quando ?




Diferença entre amor e sexo

Ninguém se masturba por amor.
Ninguém sofre com tesão. Amor e sexo, são como a palavra farmakon em grego: remédio ou veneno – depende da quantidade ingerida.

 O sexo vem antes. O amor vem depois.

 No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente.

 No sexo, a cabeça nos perde.

 O amor precisa do pensamento. No sexo, o pensamento atrapalha.

 O amor sonha com uma grande redenção. O sexo sonha com proibições; não há fantasias permitidas.

 O amor é o desejo de atingir a plenitude. Sexo é a vontade de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade – nunca é totalmente satisfatório.

 O sexo pode ser, dependendo da posição adotada. O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrário não acontece.
Existe amor com sexo, claro, mas nunca gozam juntos.

 O amor é mais narcisista, mesmo entrega, na ‘doação’. Sexo é mais democrático, mesmo vivendo do egoísmo.

Amor é um texto.

 Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do ‘outro’.

O sexo, mesmo solitário, precisa de uma ‘mãozinha’.


Certos amores nem precisam de parceiro florescem até na maior solidão e na saudade. Sexo, não – é mais realista.

 Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão.

 Sexo é uma bruta vontade de verdade. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora. O amor vem de nós.

 O sexo vem dos outros. ‘O sexo é uma selva de epilépticos’

. O amor inventou a alma, a moral. O sexo inventou a moral também, mas do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge.

 O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões
O sexo é mais quieto, como um caubói – quando acaba a valentia, ele vem e come.

Eles dizem: ‘Faça amor, não faça a guerra’. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta.

 O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas.

 O amor fala muito.

 O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica.
O sexo sempre existiu – das cavernas do paraíso até as ‘saunas relax for men..

Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provençais do século XII e, depois, relançado pelo cinema americano da moral cristã.

 Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher sexo é homem – o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo.

 O amor domado protege a produção; sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado.

Por isso, a única maneira de controlá-lo é programá-lo, como faz a indústria da sacanagem.

 O mercado programa nossas fantasias.

 Não há ‘saunas relax’ para o amor, onde o sujeito entre e se apaixone.

 No entanto, em todo bordel, finge-se um ‘amorzinho’ para iniciar.
O amor virou um estímulo para o sexo.

 O problema do amor é que dura muito, já o sexo dura pouco. Amor busca uma certa ‘grandeza’.

 O sexo é mais embaixo. O perigo do sexo é que você pode se apaixonar. O perigo do amor é virar amizade.

Com camisinha, há ‘sexo seguro’ mas não há camisinha para o amor.

 O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é a lei.

 Sexo é a transgressão.
 Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados.

 Amor precisa do medo, do desassossego. Sexo precisa da novidade, da surpresa
O grande amor só se sente na perda.
O grande sexo sente-se na tomada de poder.

Amor é de direita. Sexo, de esquerda – ou não, dependendo do momento político.

Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta”.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

AMOR DEMAIS SUFOCA !!!!


Inicialmente, os homens podem até gostar de mulheres carentes, devido aos cuidados e dedicação total que recebem, mas, depois de um tempo, passam a querer que ela tenha vida própria, pois, por carência, a pessoa acaba sugando toda a energia do outro, exigindo atenção constante e cobrando demais do relacionamento.

“Elas acreditam que quanto mais amarem e se doarem, mais serão amadas. Só que não é bem assim que funciona.

Quando a pessoa esquece de cuidar de si própria, abre espaço para a rejeição e para a não valorização.

 Pessoas rejeitadas começam a amar mais ainda, pois não admitem ‘perder’ o amor do outro, e começam a traçar novas estratégias para se sentirem amadas, por medo do abandono”, aponta.


Ligar demais, mandar mensagens, enviar mimos, se fazer presente o tempo todo, pode ser irritante e até mesmo insuportável.

 Na busca pelo amor do outro, a dedicação pode ser tão grande que pressiona e inibe os sentimentos, na medida em que gera muitas expectativas e uma pressão desnecessária.

 Kátia Beal ressalta que, apesar de fazerem de tudo para assegurar o relacionamento, essas pessoas, normalmente, não encontram satisfação no que recebem, pois tendem a sufocar o parceiro e, por medo de serem abandonadas, tentam fazer até o impossível para ter o outro sempre por perto.


“O indivíduo carente se anula, coloca o relacionamento como única prioridade, é inseguro, dependente, controlador e possessivo.

Relacionamentos assim podem ser destrutivos, pois não há uma verdadeira troca afetiva, há sempre um sufocando o outro, se sentindo cobrado e tendo que estar presente a todo instante.

 Não podemos deixar de citar os indivíduos que mantém um relacionamento estável com uma pessoa e que, muitas vezes, acabam se envolvendo com outras por não encontrar carinho, afeto e atenção”, observa.

Busque o autoconhecimento
Certamente, nenhum ser humano nasceu para viver sozinho, entretanto, para evitar que o relacionamento se torne destrutivo, o ideal é buscar uma certa independência, ter autonomia sobre sua vida para fazer suas próprias escolhas.

 Desta forma, a pessoa terá capacidade de escolher relações em que possa ter trocas mais maduras, com pessoas dispostas e prontas para dar e receber, para que ambos ganhem com a relação.


“É necessário e imprescindível que ambos tenham amizades, dediquem-se aos estudos ou a um trabalho no qual sintam prazer e realização, cuidem do corpo e da mente, busquem o autoconhecimento e convivam com outros casais para compreender a dinâmica das outras relações e se espelhar também nelas, pois aprendemos muito com essa troca de experiências.

 Tudo visando não viver somente em função do relacionamento amoroso”, orienta Beal.

A psicóloga alerta que a carência afetiva, hoje, pode ser considerada como um distúrbio de comportamento que afeta um número considerável de pessoas, tanto homens quanto mulheres.

Ela explica que essas pessoas sentem e agem dessa maneira, muito provavelmente, por terem vivenciado experiências emocionais que não foram atendidas, tanto na infância, quanto em relacionamentos anteriores.



“Não podemos buscar no outro aquilo que não conseguimos encontrar em nós mesmos, ou seja, devemos buscar dentro de nós o que nos falta.



 Uma boa forma de se descobrir e se aceitar melhor é a psicoterapia, onde a pessoa passa a se conhecer melhor e a lidar melhor com os sentimentos, propiciando vivenciar relações mais satisfatórias e prazerosas, que agreguem bons sentimentos e bem estar”, aconselha.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

RESPEITO TODO MUNDO GOSTA !!!


Tenho observado as pessoa no meu dia a dia e vejo como os seres humanos estão se distanciando cada vez mais apesar da evolução dos meios de comunicação.

Porém o que mais me incomoda na humanidade não é tanto a falta de comunicação, mas a de respeito. Isso mesmo, as mesmas não se falam, mas também não se respeitam.

O individualismo tomou conta das pessoas de uma maneira tão forte que todos se sentem melhores e mais valorizados que os outros.

Todos têm os mesmos direitos e deveres e igualmente devem usufruir dos direitos e cumprir seus deveres.

Infelizmente, a realidade tem sido outra, lançando um olhar mais apurado ao cotidiano vemos como ainda é forte o egoísmo, a intolerância, o preconceito, o desrespeito, e tantas outros problemas que ferem a dignidade humana.
Independentemente de raça, de crença, de sexo, de classe social, de cultura, de opções ou de faixa etária, todo ser humano deve ser respeitado.

 Ninguém tem o direito de obrigar o outro a gostar das mesmas coisas, a torcer pelo mesmo time, a seguir a mesma doutrina ou optar pelo mesmo partido político.

E é claro que todos merecem respeito e querem ser respeitados, como diz o velho dito popular “respeito é bom e eu gosto”, e se eu gosto os outros gostam também.


 Por isso a regra geral da boa convivência a ser seguida deveria ser a de “trate o outro como gostaria de ser tratado”.

Só assim colocando-nos no lugar do outro é que poderemos enxergar que ali também existe um ser humano com sentimentos, vontades, direitos e deveres, e que deve ser valorizado e respeitado como nós queremos ser igualmente valorizados e respeitados.




Para uma mudança é preciso haver vontade pessoal e também coletiva, é preciso uma consciência de que cada ser é único e livre para sonhar e viver.

 Por isso cada um deve fazer sua parte, pois o respeito começa em nós mesmos, com valorização da vida, respeito ao outro e a tudo que envolve nossa existência. Está em nossas mãos a manutenção de uma relação humana equilibrada e saudável.

AMORES QUE RENASCE DAS CINZA ... NOS SOMOS FENIX DA VIDA PODEMOS FRACASSA E RECOMECAR

Não importa onde você parou...
em que momento da vida você cansou...
o que importa é que sempre é possível e necessário
"Recomeçar".

 
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
é renovar as esperanças na vida e o mais importante...
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado...

Chorou muito?
foi limpeza da alma...

Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia...



Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os anjos...

 
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora...

Pois é...agora é hora de reiniciar...de pensar na luz...
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

 
Que tal um novo emprego? Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado... diferente?
Um novo curso... ou aquele velho desejo de aprender a
pintar... desenhar... dominar o computador...
ou qualquer outra coisa...

Olha quanto desafio...
quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.


Tá se sentindo sozinho? besteira...
tem tanta gente que você afastou com
o seu "período de isolamento"...
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para "chegar" perto de você.

 
Quando nos trancamos na tristeza...
nem nós mesmos nos suportamos...
ficamos horríveis... o mal humor vai comendo nosso fígado...
até a boca fica amarga.



Recomeçar...
hoje é um bom dia para começar novos desafios.

 
Onde você quer chegar?
Vá alto... sonhe alto... queira o melhor do melhor...
queira coisas boas para a vida...
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos...

Se pensamos pequeno... coisas pequenas teremos...
já se desejarmos fortemente o melhor e
principalmente lutarmos pelo melhor...
o melhor vai se instalar na


 nossa vida.

E é hoje o dia da faxina mental...
jogar fora tudo que te prende ao passado...
ao mundinho de coisas tristes...
fotos... peças de roupa, papel de bala...
ingressos de cinema... bilhetes de viagens...
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados...

jogue tudo fora... mas principalmente...
esvazie seu coração... fique pronto para a vida...
para um novo amor...

Lembre-se somos apaixonáveis...
somos sempre capazes de amar muitas
e muitas vezes... afinal de contas...
Nós somos o "Amor"...

UM OLHAR DAS GRANDES E PEQUENAS MULHERES



Há mulheres de todos os gêneros.

Histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas, parasitas, sensacionais.

 Mulheres de origens diversas, de idades várias, mulheres de posses ou de grana curta. Mulheres de tudo quanto é jeito. Mas se eu fosse homem prestaria atenção apenas num quesito: se a mulher é do tipo que puxa pra cima ou se é do tipo que empurra pra baixo.

Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher. Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também. Mas com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum.

Mulher que puxa pra cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando pro escritório toda hora, que tem a profissão dela, que o apóia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar tudo certo.

Mulher que empurra pra baixo é a que põe minhoca na cabeça dele sobre os seus colegas, a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está.

Mulher que puxa pra cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros, a que faz amor com vontade.

Mulher que empurra pra baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco pra assumir uma promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária.

Mulher que puxa pra cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor.

Mulher que empurra pra baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi.

Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, então vale o inverso também: por trás de um pequeno homem talvez exista uma mulherzinha de nada.

CREÓPATA E SEU AMORES




Cleópatra é geralmente lembrada como uma mulher fatal egípcia, uma sedutora libertina que se matou por amor ao general romano Marco Antônio.

 Há pouca verdade nisso. Embora Cleópatra fosse rainha daquele antigo reino, não corria nas suas veias uma só gota de sangue egípcio.

 Ela era grega da Macedônia; sua capital egípcia, Alexandria, era uma cidade grega, e o idioma da sua corte era o grego.

 Sua dinastia fora fundada por Ptolomeu, general macedônio de Alexandre, o Grande, que depois da morte deste se fizera rei do Egito.
Quanto à sua devassidão, não há o menor indício de ligações amorosas de Cleópatra, a não ser com Júlio César e, três anos depois da morte de César, com Marco Antônio. E estas não foram liações ao acaso e sim uniões públicas, aprovadas pelos sacerdotes de então e reconhecidas no Egito como casamentos.

 É absurda a versão de que ela era uma mulher sensual, que usou de todos os ardis para seduzir esses homens.

Júlio César, uns 30 anos mais velho do que ela, já tivera quatro esposas e inúmeras amantes.

 Seus soldados o chamavam de "adúltero careca" e cantavam um dístico advertindo os maridos que mantivessem as mulheres fechadas chave quando ele andasse por perto.

 Marco Antônio, 14 anos mais velho do que a jovem rainha, era também um conquistador conhecido. E, no fim, não foi por amor a ele que Cleópatra se matou, e sim pelo desejo de escapar à degradação nas mãos de outro conquistador.

Mas a lenda persiste há mais de 2000 anos, principalmente porque poetas e dramaturgos, inclusive Shakespeare, têm dado maior ênfase aos encantos físicos e às paixões do que à inteligência e à coragem dessa rainha.

 Seus feitos, porém, revelam que ela foi uma mulher brilhante, engenhosa, que passou a vida lutando para impedir que seu país fosse aniquilado pelos romanos.

Nascida em 68 ou 69 A.C., Cleópatra cresceu entre as intrigas e as violências palacianas. Seu pai, Ptolomeu XIII, era um bêbado, um devasso cujo divertimento era tocar flauta.

 Morreu quando Cleópatra tinha 18 anos, e ela então se tornou rainha, governando juntamente com seu irmão de dez anos, Ptolomeu XIV.

 Dois anos depois, o jovem Ptolomeu, dominado por um trio de intrigantes palacianos, obrigou Cleópatra a exilar-se na Síria. Mostrando desde então a bravura que caracterizou sua vida, ela imediatamente organizou um exército e teve início a marcha através do deserto para lutar por seu trono.

Foi essa a Cleópatra que César conheceu no outono de 48 A.C. Ele fora ao Egito em perseguição ao general romano Pompeu, seu adversário numa luta pelo domínio político, gênero de contenda que manteria Roma convulsionada durante quase um século.

Qual o aspecto físico de Cleópatra? As únicas indicações são algumas moedas cunhadas com o seu perfil e um busto desenterrado de ruínas romanas cerca de 1800 anos depois da sua morte.

 Mostram um nariz aquilino, boca bem traçada, com lábios finamente cinzelados.

Vários historiadores antigos escreveram sobre sua "beleza arrebatadora", mas não foram homens que a tivessem visto pessoalmente.

  A descrição mais precisa parece ser a de Plutarco, cujo avô ouviu falar em Cleópatra por um médico conhecido de uma das cozinheiras da rainha.

Plutarco escreveu que na realidade a sua beleza "não era propriamente tão extraordinária que ninguém pudesse comparar-se a ela".

Todos os escritores antigos concordavam, porém, em reconhecer a sua conversa "fascinante", a sua bonita voz, "a habilidade e a sutileza de sua linguagem".

  Ela falava seis idiomas, conhecia bem a história, a literatura e a filosofia gregas, era uma negociadora astuta e, ao que parece, uma estrategista militar de primeira ordem.

Tinha também uma grande habilidade para cercar-se de uma atmosfera teatral.

Quando intimada por César a deixar suas tropas e a comparecer ao palácio que ele conquistara em Alexandria, Cleópatra introduziu-se na cidade ao escurecer, fez-se amarrar num rolo de roupas de cama, e assim escondida foi carregada nas costas de um servo através dos portões e até aos aposentos de César.

Quer o estratagema se destinasse a evitar os assassinos a soldo do irmão, quer se destinasse a impressionar César, o fato é que a sua entrada na cidade foi uma das mais sensacionais de todos os tempos.

 Sua coragem e seu encanto concorreram para convencer César de que seria de boa política restituir-lhe o trono.

E, pouco tempo depois desse primeiro encontro, ela estava grávida.

Talvez para impressionar César com a riqueza do Egito, Cleópatra organizou na primavera seguinte uma expedição para subir o Nilo.

 Durante semanas, ela e César navegaram pelo rio num luxuoso barco-residência, acompanhados por 400 embarcações levando tropas e provisões. Em junho, Cleópatra deu à luz um filho, Cesarion ou Pequeno César, em grego.

O recém-nascido, filho único de Júlio César, parece ter sido a origem de um plano ambicioso de César e Cleópatra para fundirem Roma e o Egito num vasto império sob o domínio deles e dos de sua estirpe. Logo depois do nascimento do menino, César partiu de Alexandria e começou operações militares na Ásia Menor e na África do Norte, eliminando todos os focos de oposição restantes.

 Um ano depois, voltava triunfalmente a Roma, como ditador incontestado. Cleópatra já estava lá com Cesarion, instalada por César numa vila imponente.

Como rainha, com uma corte real, Cleópatra começou a exercer influência na vida romana.

Levou de Alexandria cunhadores de moedas para melhorarem a cunhagem romana, especialistas em finanças para organizarem o programa tributário de César.

 Seus astrônomos reformaram o calendário romano, criando o calendário no qual se baseia o nosso atual sistema. César mandou colocar uma estátua de Cleópatra num novo templo construído em honra de Vênus, e emitiu uma moeda em que Vênus e Eros se identificavam com a figura de Cleópatra carregando Cesarion nos braços. Seu poder parecia absoluto. De repente, 20 meses depois de Cleópatra chegar a Roma, Júlio César foi assassinado.

Ninguém sabe se Cleópatra foi tomada de desespero. Ao cabo de um mês, voltou para o Egito.

 Os historiadores não dispõem de dados sobre os três anos seguintes de seu reinado. Só se sabe que, na luta pelo poder, que mergulhou Roma numa guerra civil, os contendores procuravam seu auxílio. Ao que parece, sua política foi de cautelosa espera, para ver quem se tornaria o sucessor de César.
Quando Marco Antônio surgiu como homem forte do Oriente, pediu a Cleópatra que fosse ao seu encontro em Tarso. Durante algum tempo ela não tomou conhecimento do convite; depois, levantou vela com uma frota magnífica, levando ouro, escravos, cavalos e jóias.

 Em Tarso, em vez de ir à terra como suplicante, Cleópatra esperou calmamente, ancorada ao largo. Depois de haver manobrado habilmente para que Marco Antônio se tornasse seu convidado, ela o confrontou com um espetáculo ofuscante: os remos da galera, com pontas de prata, marcando o compasso da música das flautas e harpas, as cordas manobradas por belos escravos vestidos como ninfas e graças, enquanto outros espargiam o incenso de perfumes exóticos.

 Reclinada sob um toldo de ouro, Cleópatra se apresentava como Vênus, abanada por meninos que pareciam cupidos.
Ao terminar o banquete, Cleópatra deu de presente a Marco Antônio o prato de ouro, as formosas taças, os suntuosos canapés e bordados que tinham sido utilizados para servi-lo. Na noite seguinte ofereceu nova festa a Marco Antônio e seus oficiais, e, quando eles partiram, todos os convidados receberam idênticos presentes.

 Seu propósito não era conquistar a afeição de Marco Antônio, mas impressioná-lo com a riqueza ilimitada do Egito e, portanto, com as suas potencialidades como aliado.

Três meses depois, Marco Antônio foi a Alexandria, e lá passou o inverno. Partiu na primavera, seis meses antes de Cleópatra dar à luz os seus filhos gêmeos, e passou quase quatro anos sem tornar a vê-la. Nesse intervalo, Cleópatra fortaleceu as defesas de seu país, organizou sua esquadra, acumulou ouro e provisões.

 Quando Marco Antônio, na esperança de expandir seu poder no Oriente, a convidou a ir ao seu encontro na Síria, ela foi, mas resolvida a impor condições. Conseguiu obter um acordo pelo qual seriam dadas ao Egito todas as vastas áreas que haviam sido propriedade dos Faraós 1400 anos antes, mas que eram então províncias romanas.

 Marco Antônio concordou também com um casamento legítimo, e, para comemorar o acontecimento, foram cunhadas moedas com as efígies dos dois.

 Nessa ocasião, Cleópatra começou uma nova etapa de seu reinado.

Então com 33 anos, partiu com Marco Antônio para fazer guerra aos persas, mas no Eufrates teve de desistir da campanha. Estava novamente grávida.

 A criança nasceu no outono, e naquele inverno chegaram apelos desesperados de Marco Antônio: seu exército fora destroçado, e os únicos remanescentes das tropas mal tinham conseguido escapar para a costa da Síria. Com dinheiro, provisões e armas, Cleópatra foi em seu socorro.

No ano seguinte, 35 A.C., ela teve de usar de todo seu engenho para evitar que Marco Antônio --- com o espírito anuviado pela continuidade da bebida --- tentasse outra invasão da Pérsia.

 Compreendendo que o verdadeiro inimigo era Otávio, sobrinho e herdeiro legítimo de César, que de Roma dominava o Ocidente, ela insistiu com Marco Antônio para que concentrasse todos os esforços em derrubá-lo. Em 32 A.C., Cleópatra precipitou a guerra com Otávio, persuadindo Marco Antônio a tomar duas providências: baixar um édito pelo qual se divorciava de sua outra esposa, Otávia (a bela irmã de Otávio), e determinar que suas tropas atravessassem o Mar Egeu e entrassem na Grécia.

 Cleópatra estava então no apogeu. Reis vassalos do Oriente Médio prestavam-lhe homenagem, os atenienses cobriram-na de honrarias, saudando-a como Afrodite e levantando sua estátua na Acrópole.

De repente, em Actium, na costa ocidental da Grécia, ao cair da tarde de 2 de setembro do ano 31 A.C., tudo se desmoronou. Os historiadores nunca chegaram a um acordo sobre essa batalha decisiva: não se sabe o motivo por que Marco Antônio, com um exército superior, deixou que ela se transformasse numa batalha naval; nem por que, em plena batalha naval, com o resultado ainda indeciso, Cleópatra levantou vela e partiu a todo pano para o Egito, com os seus 60 navios de guerra; ou por que Marco Antônio deixou abandonado seu imenso exército para embarcar no navio de Cleópatra e partir com ela.
Ao voltar para o Egito, quando se espalhou a notícia do desastre, Cleópatra tentou fortalecer os laços com os países vizinhos. E começou também a transferir navios de guerra do Mediterrâneo para o Mar Vermelho --- projeto fabuloso, que importava em arrastar os navios através de muitos quilômetros de deserto.


Quando chegaram as tropas de Otávio e tomaram os fortes da fronteira do Egito, Cleópatra permaneceu em Alexandria, pronta a negociar com Otávio, ou a combatê-lo.

  Mas, à aproximação do exèrcito invasor, a esquadra e a cavalaria da rainha desertaram e Marco Antônio suicidou-se. Capturada viva, Cleópatra foi posta sob guarda e advertida de que, caso se matasse, seus filhos seriam executados.

Embora Otávio prometesse clemência, Cleópatra presumiu que seu destino seria semelhante ao de centenas de outros reis cativos, que haviam sido levados em cortejo pelas ruas de Roma, acorrentados, para serem depois executados. 

Audaciosa até o fim, fingiu abandonar qualquer idéia de suicídio.

 Obtendo permissão para visitar o túmulo de Marco Antônio, parece que conseguiu comunicar-se com partidários fiéis quando a sua liteira era carregada pelas ruas.

 Voltou aos seus aposentos, tomou banho, jantou e mandou que suas servas a vestissem como Vênus.

 Sobre o que aconteceu depois só sabemos o seguinte: oficiais romanos que arrombaram seus aposentos encontraram Cleópatra morta. Segundo a lenda, a rainha se deixara morder por uma víbora que lhe fora mandada como contrabando numa cesta de figos.

Quando se comemorou em Roma a conquista do Egito por Otávio, foi arrastada pelas ruas uma estátua de Cleópatra com uma víbora agarrada a um dos braços. Os seus três filhos com Marco Antônio --- Cesarion já fora executado --- foram obrigados a marchar na degradante procissão.


 Foi então que os poetas romanos, para caírem nas boas graças do vencedor, começaram a espalhar o mito de uma perversa e libertina rainha egípcia --- mito que dura até o dia de hoje.