• " O AMOR É UMA FORÇA POSITIVA." QUE O MAL NÃO PEDE SUPERA.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

COMO TRATAR UM DEPENDENTE QUIMÍCO ?


  nós juntos contra as drogas

“Princípios para o tratamento da adição: um guia baseado em evidências”,

 estabeleceu 13 princípios que podem servir de base ou guia na hora de avaliar serviços de tratamento.
São eles:
  • Não existe “o melhor tratamento”, existem práticas mais eficazes que outras.
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  •  Os indivíduos podem desenvolver dependências por vários motivos, então não há como estabelecer um protocolo de tratamento universal.
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  • O tratamento deve estar disponível prontamente.
  •  A motivação para o tratamento é a maior dificuldade no tratamento das dependências.
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  • Ter um serviço pronto para receber o dependente no momento em que ele está disposto a deixar a substância é fundamental.
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  • O tratamento efetivo abrange todos os aspectos da vida do indivíduo, não apenas a dependência química.
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  •  O dependente químico é um indivíduo que desenvolve vários papéis: na família, no trabalho, no estudo, na sociedade.
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  •  Atender essas necessidades é importante para garantir a recuperação.
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  • O tratamento do indivíduo deve ser avaliado continuamente e modificado quando necessário para garantir que o plano esteja adequado às necessidades.
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  • Com o passar do tempo, o plano deve ser readequado e as estratégias, repensadas.
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  •  A abordagem deve ser adequada à idade, gênero, cultura e situação social da pessoa.
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  • Permanecer no tratamento pelo tempo adequado é um fator crítico.
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  •  As pessoas geralmente abandonam o tratamento prematuramente, portanto os programas devem possuir estratégias para aumentar o engajamento e manter os pacientes no processo.
  • Aconselhamento (individual ou em grupo) e outras terapias comportamentais são componentes críticos de um tratamento eficaz para a dependência.
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  •  A terapia tem como objetivo resolver questões de motivação, ajustamento, treinamento de habilidades e melhorar a capacidade de resolução de problemas.
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  • Também facilita as relações interpessoais e a convivência em comunidade.
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  • A medicação é uma parte importante do tratamento para muitos pacientes, especialmente quando combinada com aconselhamento e outras terapias comportamentais.
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  • Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a medicação pode ajudar na promoção e na manutenção de abstinência para muitos pacientes.
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  • Para pacientes com outros transtornos mentais, tanto a terapia quanto a medicação são fundamentais.
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  • Indivíduos dependentes ou abusadores de drogas com comorbidades devem ter as duas condições tratadas de forma integrada.
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  •  Geralmente, a dependência química está associada a outro transtorno clínico (p.ex.: depressão, transtorno bipolar I ou II, esquizofrenia) ou da personalidade.
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  •  Mais que determinar quem veio primeiro, é importante tratar de forma integrada o indivíduo (ao contrário do tratamento da condição por si só).

  • A desintoxicação é apenas o primeiro passo do tratamento da dependência e, sozinha, tem pouco efeito no longo prazo.
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  •  A desintoxicação, com uso de medicamentos para eliminar sintomas agudos de abstinência, é extremamente recomendada para algumas pessoas mas não garante a abstinência no longo prazo.

  • O tratamento não precisa ser voluntário para ser eficaz. Esse é o princípio mais polêmico.
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  •  O uso de drogas afeta a motivação pessoal. Estudos não encontram diferença no longo prazo entre pessoas que buscaram a abstinência por conta própria ou aquelas que foram levadas a tratamento por suas famílias ou pelo sistema judiciário.

  • É possível que haja algum uso de substância durante o tratamento e isso deve ser monitorado constantemente.
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  • Lapsos podem acontecer durante o tratamento, o que justifica o monitoramento constante (inclusive através de testes de laboratório).
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  •  Pacientes que tenham recaídas devem usar esses episódios para aprenderem a conviver com a proximidade das drogas mantendo uma distância segura.
  • Os programas de tratamento devem avaliar HIV/AIDS, hepatite B e C, tuberculose e outras doenças infecto-contagiosas, bem como prover aconselhamento para evitar ou modificar comportamentos de risco.
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  • O aconselhamento pode ajudar os pacientes a evitar comportamentos de alto risco (compartilhamento de seringas ou cachimbos, sexo sem proteção).
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  •   Além disso, é importante auxiliar as pessoas que já con
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  • vivem com essas doenças.
  • A recuperação da dependência química é um longo processo e frequentemente requer vários episódios de tratamento.
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  • Como outros pacientes crônicos, dependentes químicos estão sujeitos a lapsos que podem acontecer após períodos de sucesso do tratamento.
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  •  O acompanhamento de longo prazo, em grupos de auto-ajuda e aconselhamento, pode aumentar o sucesso do tratamento e diminuir as chances dos lapsos se tornarem recaídas.

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