FATORES DE RISCO
Há uma nítida associação entre a ingestão excessiva de
álcool e o vício de fumar, com o desenvolvimento de câncer nas vias
aerodigestivas superiores. O tabagismo é o maior fator de risco para o desenvolvimento do
câncer de laringe.
Quando a ingestão excessiva de álcool é adicionada ao
fumo, o risco aumenta para o câncer supraglótico. Pacientes com câncer de
laringe que continuam a fumar e beber têm probabilidade de cura diminuída e
aumento do risco de aparecimento de um segundo tumor primário na área de cabeça
e pescoço.
SIMTOMAS
O primeiro sintoma é o indicativo da localização da lesão.
Assim, odinofagia (dor de garganta) sugere tumor supraglótico e rouquidão indica
tumor glótico e subglótico.
O câncer supraglótico geralmente é acompanhado de outros
sinais e sintomas como a alteração na qualidade da voz, disfagia leve
(dificuldade de engolir) e sensação de um "caroço" na garganta.
Nas lesões avançadas das cordas vocais, além da rouquidão,
pode ocorrer dor na garganta, disfagia e dispneia (dificuldade para respirar ou
falta de ar
TRATAMENTO
O tratamento dos cânceres da cabeça e pescoço pode causar
problemas nos dentes, fala e deglutição. Quanto mais precoce for o diagnóstico,
maior é a possibilidade de o tratamento evitar deformidades físicas e problemas
psicossociais.
Além dos resultados de sobrevida, considerações sobre a
qualidade de vida dos pacientes entre as modalidades terapêuticas empregadas são
muito importantes para determinar o melhor tratamento.
Entretanto, mesmo em pacientes submetidos à laringectomia
total, é possível a reabilitação da voz através da utilização de próteses
fonatórias tráqueo-esofageanas.
De acordo com a localização e estágio do câncer, ele pode
ser tratado com cirurgia e/ou radioterapia e com quimioterapia associada à
radioterapia, havendo uma série de procedimentos cirúrgicos disponíveis de
acordo com as características do caso e do paciente.
Em alguns casos, com o intuito de preservar a voz, a
radioterapia pode ser selecionada primeiro, deixando a cirurgia para o resgate
quando a radioterapia não for suficiente para controlar o tumor.
A associação da quimio e radioterapia é utilizada em
protocolos de preservação de órgãos, desenvolvidos para tumores mais avançados.
Os resultados na preservação da laringe têm sido positivos. Da mesma forma,
novas técnicas cirúrgicas foram desenvolvidas permitindo a preservação da função
da laringe, mesmo em tumores moderadamente avançados.
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